GR11 E9 - Sintra

Sintra section of the GR11 Caminho do Atl√ɬĘntico, Portuguese part of the great European route E9 that runs from Saint Petersburg by the Atlantic until Tarifa.

Go to the begining: Azoia (Sintra)
Go to the end: Carvalhal (Mafra)
10:00 | 3 |
GR 11 - Caminho do Atl√ɬĘntico
Medium

GR11 E9 - Sintra (28.6 km)

The route starts on the EN247, on the way up from Malveira da Serra to Azoia, but at the top, next to the signs that mark the partition between the municipalities of Cascais and Sintra, in Vale da Mata. Take a path parallel to the road, on the coast side, cross the Touro River, pass above Azoia, cross Atalaia de Cima and Atalaia de Baixo, then follow Ulgueira, always going down to the coast. When you reach the coast, you will pass by Pedra de Alvidrar and Fojo da Adraga, along the cliff that rises 70 meters above the sea. Fojo da Adraga results from the dismantling, through marine action, of volcanic rocks intruded in the limestone mass. The base is a sandy beach washed at high tide, with no shelter zones.

After crossing the Ribeira de Maceira, which has its mouth at Praia da Adraga (in 2003 considered by the Sunday Times as one of the 20 best European beaches), continue north, over the sea cliff, until you reach the stairs at the south top of Praia Grande. On the wall next to the stairs are marked 11 dinosaur tracks, totaling 51 footprints, and another 15 isolated footprints. They were herbivorous and carnivorous dinosaurs that have been around here 115 million years ago. The layer where the footprints were recorded was taken upright by the magmatic intrusion that raised the Serra de Sintra about 90 million years ago.

Then go down to Praia Grande, and at the end go up the cliff again, always to the north. At Ponta do Rodízio, on Praia das Maçãs, there was an ancient Roman sanctuary dedicated to the Sun and Moon, from the 2nd century, whose remains Francisco de Ollanda observed and documented in 1505. The Arabs also built a small sanctuary there, and, already in the 17th century, it was the site of a small beam (lighthouse) for navigation.

The Ribeira de Colares may difficult to reach Praia das Maçãs, but that is the GR11 route. From here, to the north of Ribeira de Colares, you will already be on the Plateau of São João das Lampas, an area flattened by marine action, later covered by wind and marine deposits in various evolutionary phases. Continuing on the cliff, you will then reach Azenhas do Mar, with its houses suspended on the cliff, its natural pool. A beautiful show.

Continuing further north, on the cliff, you will pass over Praia da Aguda, where you can see several consolidated dune deposits along the way. These dunes, currently consolidated, were formed during the last glacial period, when the average sea level was lower than the current one, which ended 12,000 years ago.

You will then arrive at Praia do Magoito, at the mouth of Rio da Mata. In the consolidated dune, in the ramp that descends from the car park to the beach, Zbyszewski identified in 1943 two archaeological sites that were later confirmed by António Monge Soares in the late of 1980s.

From here, the route stops following the sea to become immersed in the rural interior, with a lacy pattern of walls and fields of cultivation. You will cross the village of Magoito, towards São João das Lampas. The GR then goes to Odrinhas, ex-libris of the county's archeology. Here is located the Archaeological Museum of São Miguel de Odrinhas, which has an admirable collection of pieces, from the Chalcolithic to Romanization.

The GR11 Sintra municipality section will end at the entrance to the village of Carvalhal. From there, the route goes through the municipality of Mafra.

See Avaliação do Geopatrimónio no troço Adraga-Magoito da Grande Rota GR11-E9

 

GR11 E9 - Sintra (28,6 km)

O percurso inicia-se na EN247, na subida que vem da Malveira da Serra para a Azoia, mas já no alto, junto às placas que marcam a divisória entre os concelhos de Cascais e Sintra, no Vale da Mata. Tomar um caminho paralelo à estrada, do lado da costa, atravessar o Rio Touro, passar acima da Azoia, atravessar Atalaia de Cima e Atalaia de Baixo, seguindo depois pela Ulgueira, descendo sempre até ao litoral. Quando chegar à costa, passará junto à Pedra de Alvidrar e ao Fojo da Adraga, ao longo da arriba que se eleva a 70 metros sobre o mar. O Fojo da Adraga resulta do desmonte, através da ação marinha, de rochas vulcânicas intruídas na massa calcária. A base é um areal lavado na maré cheia, e sem zonas de abrigo.

Depois de atravessar a Ribeira de Maceira, que tem a sua foz na Praia da Adraga (em 2003 considerada pelo Sunday Times como uma das 20 melhores praias europeias), continue para norte, sobre a arriba marinha, até chegar às escadas no topo sul da Praia Grande. Na parede junto às escadas estão marcadas 11 pistas de dinossauros, num total de 51 pegadas, e ainda outras 15 pegadas isoladas. Eram dinossauros herbívoros e carnívoros que por aqui andavam há 115 milhões de anos. O estrato onde as pegadas ficaram gravadas foi levado à vertical pela intrusão magmática que levantou a Serra de Sintra há cerca de 90 milhões de anos.

Desça então até à Praia Grande, e no final suba de novo a arriba, sempre para norte. Na Ponta do Rodízio, já sobre a Praia das Maçãs, localizava-se um antigo santuário romano dedicado ao Sol e à Lua, do século II, cujos restos Francisco de Ollanda observou e documentou, em 1505. Os árabes construíram aí também um pequeno santuário, e, já no século XVII, foi local de um pequeno facho (farol) para a navegação.

A Ribeira de Colares poderá depois dificultar a chegada à Praia das Maçãs, mas é esse o percurso da GR11. A partir daqui, para norte da Ribeira de Colares, estará já no Planalto de São João das Lampas, uma área aplanada pela ação marinha, depois coberta por depósitos eólicos e marinhos em várias fases evolutivas. Continuando sobre a arriba marinha, chegará depois às Azenhas do Mar, com o seu casario suspenso na arriba, a sua piscina natural. Um belo espetáculo.

Continuando ainda para norte, pela arriba marinha, passará depois sobre a Praia da Aguda, podendo observar pelo caminho vários depósitos de duna consolidada. Estas dunas, atualmente consolidadas, formaram-se durante o último período glacial, quando o nível médio do mar era inferior ao atual, e que terminou há 12.000 anos.

Chegará depois à Praia do Magoito, na foz do Rio da Mata. Na duna consolidada a nascente da rampa que desce do parque de estacionamento automóvel para a praia, identificou Zbyszewski em 1943 duas estações arqueológicas que foram depois confirmadas por António Monge Soares no final dos anos 80 desse século.

A partir daqui, o percurso deixa de acompanhar o mar para se embrenhar pelo interior rural, predominando um rendilhado de muros e campos de cultivo. Atravessará a povoação do Magoito, em direção a São João das Lampas. A GR segue depois para Odrinhas, ex-libris da arqueologia do concelho. Aqui se localiza o Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, possuidor de um espólio admirável de peças, desde o calcolítico até à romanização.

O troço concelhio de Sintra da GR11 terminará à entrada da povoação do Carvalhal. A partir daí, o traçado segue pelo concelho de Mafra.

Ver Avaliação do Geopatrimónio no troço Adraga-Magoito da Grande Rota GR11-E9

 

Map



kml